Veja trechos da entrevista de Alfredo da Costa, candidato do PT à Prefeitura de Belém, concedida ao Diário do Pará.
Alfredo Costa é professor de biologia e deputado estadual. Vai disputar sua primeira eleição majoritária. Petista histórico e vereador por três mandatos, Costa foi escolhido para a disputa após um longo processo de prévias internas. Venceu outros candidatos petistas e agora garante que a legenda está unida. Ainda pouco conhecido da população, Alfredo Costa diz apostar na força da militância petista para chegar ao segundo turno.
Prévias
Inicialmente, tivemos seis candidatos no primeiro turno. No segundo turno, ficamos dois: eu e o deputado Cláudio Puty. Ao longo do processo, fizemos oito debates. Fui eleito e, partir daí, os militantes da campanha do Puty se juntaram a nós. Já havia entendimento de que quem ganhasse teria apoio.
Candidatura
O PT tem, segundo pesquisas, 32% de preferência dos eleitores de Belém. É o primeiro partido em preferência popular. A presidenta Dilma Rousseff tem mais de 80% de aprovação em Belém. Um partido desse não pode abrir mão de ter candidatura. Agora é verdade que nesse leque de várias candidaturas, todo mundo conversa com todo mundo. E o PT como é o partido da “presidenta”, dialoga com os partidos da base no governo federal. A gente tem conversado com PCdoB, PSB, PDT, PMDB, PRB.
Perfil
Eu venho de origem humilde. Sou ribeirinho. Nasci dentro de um barco vindo do Acará. Meu cordão umbilical foi cortado com a faca do barco na baía do Guajará. Até os 13 anos, fui ribeirinho na essência da palavra, de morar na beira do rio de verdade. Filho de pai e mãe desempregados, só estudei em escola pública no bairro do Jurunas, onde minha família dirigia à luta pelo direito de morar. Então, eu sou uma pessoa vencedora. Hoje sou professor da universidade, sou professor de cursinho. Fui vereador por três mandatos consecutivos. Agora sou deputado estadual e fui eleito pela maioria do PT para ser candidato a prefeito do maior partido de esquerda da América Latina. Partido da “presidenta” Dilma e do Lula. Não é pouca coisa. Agora há outros que têm história de luta, mas que não nasceram igual a mim. Tem muita gente que está na política porque nasceu em berço de ouro. Que veio de cima para baixo. A minha construção é diferente. Mesmo assim, tenho um bom relacionamento com todo mundo.
Exposição
Eu fui apenas vereador e agora sou deputado e os demais nomes colocados já foram prefeitos, candidatos a prefeito. Quem é candidato a uma eleição majoritária sempre fica mais conhecido. O que os analistas esquecem é que o PT é um projeto coletivo. O PT é o exemplo da Maria do Carmo (candidata ao governo do Pará em 2006), é o exemplo da Dilma. Todo mundo lembra da Dilma como era, e olha que ela nem era um nome histórico do partido.
Militância
Eu acredito na força da militância. A militância toda empenhada vai nos colocar no segundo turno. Pela primeira vez em Belém, a militância escolheu o candidato. Nenhum outro candidato em Belém havia sido escolhido em prévia. Isso faz com que a militância assuma a campanha porque foi ela que escolheu. Por isso estamos dialogando também para o programa de governo. Estamos fazendo um processo bastante diferenciado.
PT no Pará
Olha, o povo do Pará já está sentindo saudades da Ana (ex-governadora Ana Júlia Carepa). Facilmente o ex sempre vai ser lembrado quando o atual não corresponde e isso não vale apenas para a política. Então do jeito que vai o governo Jatene, não vai demorar muito para Ana Júlia estar muito bem lembrada de novo. Não podemos esquecer que houve muitos pontos positivos no governo, inclusive em Belém. Veja o Ação Metrópole. Quem tirou do papel? Esse era um projeto que o PSDB já vinha falando desde quando o Almir Gabriel foi governador pela primeira vez. Foi Ana Júlia que tirou o projeto do papel fazendo o elevado Daniel Berg e a avenida Centenário. Então intervenção viária na mobilidade urbana quem fez foi o governo do PT. E essa grande obra que o governo do Estado está anunciando será feita com recursos do governo federal.
Temas de campanha
O trânsito e a saúde devem ser os principais, mas temos que debater a cidade para o futuro. Estamos discutindo planejamento que inclua mobilidade urbana regularização fundiária, plano diretor urbano, plano diretor de transporte. A cidade não foi planejada.
Campanha
Não vamos agredir ninguém. Vamos mostrar propostas e o que o PT pretende fazer. Vamos mostrar também nossa relação direta com o governo federal. Queremos governar Belém em link com os programas federais. Quase todas as políticas públicas são verticalizadas. O recurso é federal, mas quem administra é a prefeitura.
Fonte: Diário do Pará
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