terça-feira, 10 de abril de 2012

Ministro afirma que o Pará está preparado para enfrentar as cheias


O Estado do Pará está preparado para enfrentar as cheias que ocorrem nesta época do ano. A afirmação foi feita pelo ministro em exercício da Integração Nacional, Alexandre Navarro, na manhã desta terça-feira, 10.
Acompanhado do secretário nacional de Defesa Civil, Humberto de Azevedo Viana Filho, o ministro - a pedido da presidente Dilma Rousseff - está percorrendo todos os estados brasileiros para saber como as equipes da Defesa Civil estão se preparando para o enfrentamento das enchentes. “Podemos afirmar que o Pará está mais preparado do que muitos estados do país. Saímos daqui com tranquilidade, pois percebemos que a equipe está unida e qualificada. No ano passado mais de mil pessoas morreram em todo o Brasil por conta das enchentes. Neste ano, no mesmo período, o numero de óbitos não chegou a 200. Isto mostra que o trabalho está dando certo e as equipes estão cada vez mais preparadas. Comprovamos esta situação aqui no Pará”, afirmou o ministro em exercício.

Dados da Defesa Civil do Pará mostram que 635 famílias já foram afetadas pelas enchentes e atualmente existem 17 municípios em estado de alerta, sendo os 14 da região do Baixo Amazonas e os municípios de Trairão, Marabá e Tucuruí. Nos municípios onde as cheias já começaram a causar problemas, a Defesa Civil do Estado conta com Salas de Situações, onde as enchentes são monitoradas diariamente, através de uma parceria com o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).

Atualmente, o estado apresenta apenas um município em situação de emergência, que é Santana do Araguaia, na região sudeste do Pará, decretada por conta das estradas vicinais que estão danificadas e se tornando intrafegáveis em decorrência das fortes chuvas.
Dos 144 municípios paraenses, a Defesa Civil possui coordenadorias em 88 e atende, por ano, 34 mil famílias. Nas cheias deste ano, a previsão é que o órgão atenda em média 4 mil pessoas. A Defesa Civil do Pará trabalha em articulação com os órgãos integrantes do Sistema Nacional de Defesa Civil, que utiliza como ferramenta gerencial o “Sistema Regional de Manejo de Incidentes”, para prevenir as enchentes.

Atualmente a região do Baixo Amazonas é a que mais causa preocupação para a Defesa Civil. O Rio Tapajós, por exemplo, já apresenta um nível elevado de 7.66 e pode chegar a marca de 7.91, até o início do mês de junho. Já o rio Amazonas está com um nível de 7.82 e a previsão é que chegue a 8.20 no final do mês de maio.

Fonte: Agência Pará

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