terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ministério garante apoio à criação do parque tecnológico do Tapajós


O governo federal, por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia, dá apoio à criação do Parque de Ciência e Tecnologia do Tapajós, no oeste do Estado. O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloísio Mercadante, informou que estará em Belém e Santarém nos dias 7 e 8 de dezembro, para anunciar o apoio da União ao projeto.

Na reunião realizada em Brasília, na sede do Ministério, a comitiva paraense ouviu do ministro a garantia de apoio não só ao Parque do Tapajós, mas à implantação de uma série de outros projetos que, segundo Aloísio Mercadante, podem “gerar desenvolvimento econômico e tecnológico e empregos para a população amazônica”. O projeto do Parque de Ciência e Tecnologia do Tapajós, com sede em Santarém, é estratégico e sintonizado com as prioridades do governo federal, disse Mercadante.

Após garantir o apoio ao empreendimento, Mercadante citou outros projetos do governo e seus parceiros para a região do Tapajós, como a implantação de um centro tecnológico do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e um centro tecnológico da empresa Vale.
Potencial - O Instituto Butantan já está presente na região, ressaltou o ministro, mostrando o potencial da região do Tapajós para abrigar projetos na área de ciência e tecnologia. O centro do Senai, segundo o ministro, terá como base o Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Cimatec), importante suporte na formação de profissionais que atuarão em processos industriais automatizados, com alcance em áreas de ponta.

Mercadante falou ainda sobre a proposta de criação de “cinturões digitais” de fibra óptica para impulsionar os parques tecnológicos na região de Santarém. “Basta que a bancada paraense apresente emendas nesse sentido e o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia será total”, afirmou. Um projeto de criação de pirarucu, desenvolvido na região do Mamirauá, no Estado do Amazonas, também foi abordado pelo ministro como um exemplo que pode ser seguido por outros Estados, inclusive o Pará.

Incubadora - Orçado em R$ 47 milhões, o PCT Tapajós abrigará, numa área de 11 mil metros quadrados, uma incubadora e um condomínio de empresas de base tecnológica. Os recursos serão oriundos do poder público e da iniciativa privada. Além de estimular a formação e a instalação de empresas no parque, a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) terá uma função gerencial, engajada na transferência de tecnologia e na capacitação dessas empresas. O empreendimento também estará aberto às instituições públicas e privadas da região.
Os parques de ciência e tecnologia surgiram como estratégias de inovação e desenvolvimento regional. São complexos de produção de tecnologias, que visam fomentar economias baseadas no conhecimento científico e na cultura do empreendedorismo e da inovação. Três parques foram planejados para o Estado do Pará: o PCT Guamá, que já está sendo implantado no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém; o PCT Tocantins, previsto para Marabá, e o PCT Tapajós, a ser implantado no campus da Ufopa, em Santarém, a partir de 2012.

Fonte: Agência Pará

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