segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Paraenses entram na luta pela segunda esquadra


Os parlamentares da bancada paraense foram ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, nesta quarta-feira (17), para convencer o governo federal de implantar a Esquadra da Marinha no Pará. Durante a reunião, o ministro Jobim, atendendo pedido do prefeito de Chaves, Benjamin Neto, incluiu o Marajó, mais precisamente o município de Chaves, localizado na costa norte da ilha, entre os locais a serem estudados.

Segundo o prefeito do município, que deixou no Ministério um documento com os argumentos favoráveis à instalação da base no município, as condições técnicas seriam favoráveis para a região. "Estamos situados exatamente na foz do Amazonas e é um local estratégico para a soberania da Amazônia. A presença das Forças Armadas ali seria importante para o país e para os municípios do Marajó", defendeu Benjamin.

Outra sugestão acatada pelo Ministério da Defesa é a realização de audiência para apresentação do Plano das Forças Armadas para a Amazônia, em uma reunião a ser realizada em breve em Belém. A sugestão partiu do coordenador da bancada, deputado Paulo Rocha (PT-PA), e da OAB, que esteve representada por Ophir Cavalcante Junior, presidente nacional e Jarbas Vasconcelos, presidente da seccional Pará.

Na audiência, Jobim revelou que existem no Pará, quatro estudos em andamento para implantação da base da Segunda Esquadra da Marinha. Três deles na região do município de Curuçá, nas ilhas dos Guarás, Ipemonga e Mutucal, uma ao lado da outra.

As ilhas estão situadas na costa norte do município de Curuçá, a 70 quilômetros de Castanhal e 140 quilômetros de Belém. Já a quarta região a ser estudada é em Val de Cans, onde já existem instalações das Forças Armadas, na capital paraense.
Fonte: PT na Câmara

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Desmatamento na Amazônia cai 47% em agosto


Em agosto, a Amazônia perdeu 265 quilômetros quadrados (km²) de floresta, de acordo com os dados do sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), divulgados hoje (8) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na comparação com agosto de 2009, quando os satélites registraram 498 km² de derrubadas, houve redução de 47%.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o número confirma a tendência de queda do desmate na região nos últimos meses. "Está se confirmando um padrão sustentável de redução do desmatamento", avaliou.

Em agosto, o Pará liderou o desmate na região, com 134 km² de desmate, seguido por Mato Grosso, com 54,85 km² e pelo Amazonas, com 26,4 km² a menos de florestas no período.

No acumulado de janeiro a agosto deste ano, os números do Inpe apontam redução do desmatamento em quase todos os estados da Amazônia Legal, menos no Amazonas. "O Amazonas ainda representa esse vazamento. Estamos em campo procurando entender se é uma nova vertente de desmatamento, se é uma nova ocupação de território", disse a ministra.

O Deter monitora áreas maiores do que 25 hectares e direciona a fiscalização ambiental.

A taxa anual de desmatamento é calculada por outro sistema, o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que é mais preciso, por avaliar áreas menores. Apesar da metodologia diferente, a avaliação do Deter costuma antecipar os resultados do Prodes.

Os dados do Prodes para o período 2009/2010 devem ser apresentados em novembro. Se a tendência de queda se confirmar, o governo espera chegar a um novo recorde de queda do desmatamento. Em 2008/2009, a taxa anual de desmate calculada pelo Inpe foi de 7,4 mil km², a menor registrada em 20 anos de monitoramento.
Fonte: Agência Brasil