quarta-feira, 31 de março de 2010

"Chegou a vez do Pará!", garante Ana Júlia, sobre os investimentos do PAC2


Desenvolvimento planejado e sustentável para o Pará é a principal consequência da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento, cujo lançamento aconteceu nesta segunda-feira (29), em Brasília, com as participações do presidente Lula, da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e da governadora Ana Júlia Carepa.

"Chegou a vez do Pará!", disse a governadora Ana Júlia em coletiva à imprensa nesta terça (30), no Palácio dos Despachos, ao explicar aos jornalistas o significado para o Estado de obras como os cinco aproveitamentos hidrelétricos do Complexo Tapajós, na região de Itaituba; a adequação da PA-150 no trecho Marabá-Redenção, que se transformará na BR-155; o projeto do novo aeroporto de Santarém; a hidrovia Marabá/Imperatriz e os 18 terminais hidroviários em todo o Estado.

Ana Júlia acentuou que esses projetos dialogam com investimentos feitos pelo Governo Popular para atrair empreendimentos afinados ao novo modelo de desenvolvimento do Estado, trazendo a verticalização dos produtos naturais paraenses do discurso para a prática.

Ana Júlia citou como exemplo a siderúrgica Aços Laminados do Pará (ALPA), da Vale S.A., em Marabá, no valor de 3.7 bilhões de dólares, cuja licença prévia para instalação será entregue nesta quarta-feira em Marabá. "Integrada à Alpa, teremos o projeto Aline, da Aço Cearense, no valor de 1,5 bilhão de reais, que produzirá aços laminados e revestidos. Somados os dois empreendimentos, são quase R$ 8 bilhões de investimentos no Pará", calculou a governadora.

Ela assinalou os investimentos de R$ 40 milhões do Governo Popular para revitalizar e construir mais duas etapas no Distrito Industrial de Marabá e desapropriar áreas para o empreendimento. "O que vai acontecer em Marabá é uma mudança histórica no nosso Estado. Estamos criando um pólo metal-mecânico de indústrias no sul/sudeste do Estado, como fez Getúlio Vargas quando criou a Siderúrgica Nacional", lembrou, ao destacar que a siderúrgica gerará 12 mil empregos na fase de construção. "Serão 12 mil pessoas do Pará empregadas com carteira assinada. A Vale acatou a nossa sugestão de que esses trabalhadores morem no Pará há pelo menos dois anos", disse ela.

A governadora citou também a empresa Floraplac, a primeira fábrica de madeira densificada (MDF) das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a partir de madeira reflorestada, em Paragominas, que o Governo Popular isentou de imposto nas operações de importação de maquinários e equipamentos.

Ana Júlia lembrou também a primeira fábrica de chocolate da Amazônia, já construída em Medicilândia, que terá investimentos da Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri) na aquisição de equipamentos. O Pará é o segundo maior produtor de cacau do país. "Vamos mostrar que essas indústrias são possíveis aqui. E estimular que outras venham a se instalar", salientou.

Projetos - O PAC2 prevê investimentos de R$ 960 bilhões, a serem aplicados entre 2011 e 2014 em grandes projetos de infraestrutura nas áreas de habitação, água, luz, transportes e energia. "O Pará é um dos estados mais bem contemplados no PAC II. Estamos fazendo obras para agora e para as gerações futuras", destacou a governadora. Os estados e municípios terão até junho para enviar seus projetos. No Pará, as prefeituras contarão com o apoio da Secretaria de Estado de Integração Regional (Seir), que mantém a Sala das Prefeituras. "A nossa meta é fazer um esforço em mutirão para elaborar os projetos dos municípios", frisou a governadora.

Fonte: SECOM

terça-feira, 30 de março de 2010

PAC II garante hidrelétricas no Tapajós e federalização da rodovia PA-150

O Estado do Pará foi favoravelmente um dos mais beneficiados com o anúncio das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II), lançado no final da amanhã de segunda-feira (29), pelo presidente Lula e pela ministra Dilma Roussef, em Brasília.

A avaliação é da governadora Ana Júlia Carepa, que prestigiou o evento ao observar que serão cerca de 10 mil projetos a serem contemplados, sendo que 441 já foram selecionados, muitos deles do Pará a exemplo dos cinco aproveitamentos hidrelétricos do Complexo Tapajós; a adequação da PA-150 no trecho Marabá-Redenção, que agora se transforma em BR-155; o projeto do novo aeroporto de Santarém; a hidrovia Marabá/Imperatriz e 18 terminais hidroviários.

O PAC II contempla investimentos de R$ 960 bilhões, que serão aplicados no período de 2011 a 2014 em grandes projetos de infraestrutura distribuídos em seis eixos: Cidade Melhor, Comunidade Cidadã, Minha Casa Minha Vida, Água e Luz para Todos, Transportes e Energia. Os estados e municípios terão até o mês de junho para enviar seus projetos à coordenação do PAC II e aos ministérios respectivos, conforme explicou o presidente Lula.

Assim que terminou a reunião, a governadora e sua comitiva, integrada pelos secretários Maurílio Monteiro (Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia), Everaldo Martins (Casa Civil) e Edilson Rodrigues (Governo); e pelos deputados federal, Zé Geraldo, e estadual, Airton Faleiro, se reuniram com a sub-chefe da Casa Civil da Presidência República, Erenice Guerra, para discutir a inserção de outros projetos estratégicos para o Pará, a exemplo do Terminal 2, no porto de Vila do Conde; o terminal de gaseificação e o gasoduto que liga Marabá/Belém e Marabá/Açailândia, além dos projetos sociais na área da habitação e saneamento.

Ana Júlia considera que o fato de as obras no Pará serem de grande porte vai acabar influenciando positivamente o Produto Interno Bruto do Estado, elevando a participação do estado no PIB nacional. "Nós só temos a comemorar com o PAC II, a nossa alegria é saber que essas obras de infraestrutura logística e social terão continuidade", diz a governadora.

Meio ambiente - Ainda com Erenice Guerra e com a secretária Executiva do Ministério do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, a governadora discutiu a possibilidade de incluir nas operações de combates aos crimes ambientais, desenvolvida no âmbito da Operação Arco de Fogo, ações que levem à regularização ambiental, como por exemplo o ingresso no Cadastro Ambiental Rural, o compromisso de fazer a recuperação ou compensação do dano causado, dentre outros.

Com o MMA a governadora despachou o pleito da prefeita de Novo Progresso, Madalena Hoffmann, que em audiência com Ana Júlia, em Itaituba, pediu a revisão da área destinada à Floresta Nacional do Jamanxin.

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, lançaram oficialmente a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2, no final da manhã desta segunda-feira (29). A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, participou da cerimônia, que aconteceu em Brasília (DF). A nova fase do programa prevê investimentos de R$ 1,59 trilhão, dos quais R$ 958,9 bilhões devem ser gastos de 2011 a 2014. Os R$ 631,6 restantes estão previsto para depois de 2014.

A maior parte dos investimentos vai para a energia (R$ 1,092 trilhão). Apenas com petróleo e gás estão previstos gastos de R$ 879 bilhões, e para geração de energia elétrica, R$ 136,6 bilhões. A exploração e produção do pré-sal terá R$ 125,7 bilhões, dos quais R$ 64,5 bilhões de 2011 a 2014 e R$ 61,2 bilhões a partir de 2014. Esses valores vão financiar avaliações nas seguintes áreas: Tupi, Nordeste, Carioca e Iracema. O início de produção está previsto para Guará, Iara, piloto de Tupi e Baleia Azul. Serão compradas 28 sondas para exploração e perfuração em águas profundas FPSO.

A previsão do PAC 2 para saneamento é de R$ 22,1 bilhões. Para prevenção em áreas de risco a previsão é de R$ 11 bilhões e para mobilidade urbana, R$ 18 bilhões. Para pavimentação, estão previstos R$ 6 bilhões. O total desses investimentos é de R$ 57,1 bilhões. Entre as diretrizes previstas no programa estão a situação da coleta e tratamento de esgotos, com redes coletoras, estações elevatórias, interceptores e estações de tratamento, além da ampliação do tratamento de resíduos sólidos, como aterros sanitários e modernização tecnológica.

Fontes: Agência Brasil e Portal na hora